Depois da palhaçada com "A Serbian Film", espero que o Brasil não siga o péssimo exemplo dado pelo Reino Unido, que proibiu por lá "A Centopéia Humana 2" inclusive de ser comercializado em DVD, ou até downloads legais.
Link da notícia:
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/06/filme-de-terror-centopeia-humana-2-e-proibido-no-reino-unido.html
Será que haverá muitos downloads ilegais? (dããã!) Será que isso não é apenas mais e mais publicidade para o filme? (dããã!)
Cinéfilos e fãs conseguem as suas maneiras de exibir o filme em sessões clandestinas, isso de proibir não adianta de nada! Quero meu direito de assistir o que eu bem entender de volta!!!
General Sade.
Da matéria pútrida à Paidéia... surge o General Sade. Lascivo, inconsequente, rebelde, tirano e desleal. Sem padrões e sem remorso. Do conflito interminável e absoluto, acima do bem e do mal, vivendo o absurdo em toda a sua intensidade!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A residência de Hitler na Baviera deve ser destruída?
Havia uma discussão parecida sobre dinamitar ou não o bunker de Hitler em Berlim, anos atrás. Hoje ele é um discreto ponto turístico, com dias e horários escassos para a visitação.
Concordo com o historiador, quando diz:
"Claro, é preciso satisfazer a curiosidade dos turistas, mas sem cair no sensacionalismo", diz ele. A grande dificuldade é evitar que "a pesquisa histórica ceda lugar ao kitsch comercial".
É mais fácil controlar o pífio êxodo neo-nazista que a perda do valor histórico e de conscientização constantemente atenuados pelo surgimento de souvenirs e objetos do gênero.
Porém, sou contra a destruição do local. Não é apagando as marcas da história que iremos aprender. Aconteceu, pronto, e humanidade deve aprender a lidar com isso. Varrer a sujeira para baixo do tapete não é encarar seus problemas com maturidade. E sim dar a oportunidade que erros se repitam, sejam eles quais forem.
General Sade!
É mais fácil controlar o pífio êxodo neo-nazista que a perda do valor histórico e de conscientização constantemente atenuados pelo surgimento de souvenirs e objetos do gênero.
Porém, sou contra a destruição do local. Não é apagando as marcas da história que iremos aprender. Aconteceu, pronto, e humanidade deve aprender a lidar com isso. Varrer a sujeira para baixo do tapete não é encarar seus problemas com maturidade. E sim dar a oportunidade que erros se repitam, sejam eles quais forem.
General Sade!
domingo, 28 de agosto de 2011
Tem vezes...
Tem vezes que eu me sinto como o Cazuza do filme (sim, sim, eu sei, o roteiro foi escrito e reescrito umas 15 vezes - fonte fidedigna - para acompanhar o padrão Globo, leia-se "de fácil assimilação para o maior número de espectadores"... ou melhor, nivelado por baixo, para não mostrar as drogas e o homossexualismo do protagonista), mas no momento em que ele diz: "Mãe, a vida é só isso?"... confesso que vem uma dor tremenda.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Já no meu ponto de vista...
Já que o assunto "Dan Lafferty" nos trouxe até aqui... qualquer religião e suas falácias é um problema já grande o bastante. Não precisamos chegar ao fanatismo para sentir o retrocesso que elas representam.
Lanço oficialmente, a Igreja Porno-Massácrica!!!
Amén!
Lanço oficialmente, a Igreja Porno-Massácrica!!!
Amén!
"A religião organizada é o ódio disfarçado em amor"
A frase título deste post foi proferida por Dan Lafferty, assassino confesso de Brenda (sua cunhada) e a filha dela, Erica, de 15 meses. O motivo seriam "revelações" divinas que seu irmão recebera indicando que tais pessoas deceriam ser "removidas" por ordem do próprio deus.
A história é o ponto de partida do ótimo livro "Pela Bandeira do Paraíso", de Jon Krakauer, que analisa não somente a religião mórmon, como todo e qualquer fanatismo e suas terríveis consequências.
A história é o ponto de partida do ótimo livro "Pela Bandeira do Paraíso", de Jon Krakauer, que analisa não somente a religião mórmon, como todo e qualquer fanatismo e suas terríveis consequências.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Zara...
Apenas dois comentários sobre a polêmica da Zara e o trabalho escravo:
1 - A primeira diz respeito ao superfaturamento dos produtos. Acho injusto utilizar o trabalho escravo e ainda nos cobrar o "olho da cara" por aquelas roupas "importadas"... quer ganhar de todos os lados, pô?
2 - A segunda é quanto a esse tipo de esculhambação:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/961145-internautas-atacam-zara-apos-denuncia-de-trabalho-escravo.shtml
É internauta indignado de todos os lados pedindo o boicote da marca. Não que isso não seja válido, ao menos pelo motivo anterior já seria. Mas vejamos: sempre se soube sobre trabalho escravo de Bolivianos, isso cansou de ser dito. E mais, devem-se boicotar outras marcas também, ou a Nike e seu trabalho escravo na Indonésia (ou Paquistão, ou qualquer outro terceiro mundo como nós) fica longe dos nossos olhos, e por isso dói menos? Ou nossos escravos sofrem mais? Puma, Adidas, GAP... todas já sofreram denúncias parecidas.
General Sade!
1 - A primeira diz respeito ao superfaturamento dos produtos. Acho injusto utilizar o trabalho escravo e ainda nos cobrar o "olho da cara" por aquelas roupas "importadas"... quer ganhar de todos os lados, pô?
2 - A segunda é quanto a esse tipo de esculhambação:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/961145-internautas-atacam-zara-apos-denuncia-de-trabalho-escravo.shtml
É internauta indignado de todos os lados pedindo o boicote da marca. Não que isso não seja válido, ao menos pelo motivo anterior já seria. Mas vejamos: sempre se soube sobre trabalho escravo de Bolivianos, isso cansou de ser dito. E mais, devem-se boicotar outras marcas também, ou a Nike e seu trabalho escravo na Indonésia (ou Paquistão, ou qualquer outro terceiro mundo como nós) fica longe dos nossos olhos, e por isso dói menos? Ou nossos escravos sofrem mais? Puma, Adidas, GAP... todas já sofreram denúncias parecidas.
General Sade!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
A Solidão e o Palácio de Lixo.
Alguns meses atrás, em companhia de uma figura impagável, meu grande amigo/irmão David Penner (ex músico de Oboé, da Orquestra de NY - aposentado por isso -, ex professor de literatura Inglesa, atual fotógrafo, comunista, barbudo, em pleno USA), recebi a indicação de um livro: Homer & Langley, de autoria de E.L. Doctorow.
O trabalho de David você pode conferir em http://davidpennerphotography.com/
Eu já havia escutado o nome, por alguma razão, mas nunca lido nada desse autor. No entanto, quando uma indicação vem de Mr. Penner é melhor você dar ouvidos a ela.
Bom, com o livro em mãos (uma cópia em Inglês), deparei-me com um mundo próximo ao fantástico. Explico a sensação:
A história, baseada em fatos verídicos, fala (obviamente) de Homer e Langley, dois irmãos, filhos de aristocratas, que moravam em um casarão em plena 5a. Avenida. Com a morte prematura dos pais, ficam "soltos" no mundo. Homer, acaba por ficar cego ainda em tenra idade. Langley desenvolve uma obsessão por acumular coisas. As mais variadas coisas... o que hoje é normalmente conhecido pelo termo em inglês, "hoarder" (Ou, na A&E Television, "Obsessivos Compulsivos"). Simplesmente um sujeito que guarda em casa tudo quanto é tralha que encontra.
Com o passar do tempo, esses distintos residentes de tão nobre endereço, acabam por deixar de pagar suas contas, e viver como reclusos. Raramente são vistos nas ruas. Sua casa torna-se uma espécie de fortaleza contra o mundo exterior.
Anos mais tarde, atendendo a um chamado dos vizinhos, a polícia consegue arrombar o local, e o que encontra são toneladas e toneladas de coisas (como mais poderíamos chamar esse acúmulo indiscriminado de tudo?). Com extrema dificuldade, avançam, e acabam por encontrar o corpo de Homer, já impossibilitado de caminhar por causa de doenças, enclausurado entre as montanhas e montanhas de lixo (ok, vamos chamar assim, agora)... havia morrido de fome. Uma caçada se inicia para encontrar seu irmão, Langley. E ao fim de alguns poucos dias, o corpo de Langley é encontrado já em decomposição, sendo devorado por ratos. O que ocorre é que, com a ameaça de invasão externa e a paranóia crescente dos irmãos, Langley havia instalado armadilhas por toda a casa. Eis que, engatinhando para levar comida ao irmão inválido, foi vítima de uma de suas próprias armadilhas, e acabou por morrer, levando à morte também seu irmão dependente.
O livro, escrito em primeira pessoa, é contado do ponto de vista de Homer. Isso me causou uma estranheza no princípio, pois, como contar bem uma história sem o auxílio visual do protagonista... e aí vem um dos grandes trunfos do livro. Ele é repleto de sensações. Homer é muito intuitivo e nos transfere seus pensamentos sobre o mundo a sua volta a todo momento. Já Langley, no livro, fica "louco" por voltar da guerra com ferimetos (muitos psicológicos), sendo autor das melhores frases e pensamentos da obra
Doctorow dá uma coloração de obstinação e luta pela liberdade à falta de pagamento de contas dos irmãos, à empreitada dos dois contra a sociedade, fazendo-nos entrar em uma esfera de romantismo, e compartilharmos com eles de sua busca. Eles parecem idealistas em sua busca de liberdade ao extremo. Não há como não se sensibilizar com a história, um tanto trágica, dos dois. Há um vazio, uma solidão perene que permanece muito depois de terminarmos suas mágicas páginas.
Hoje, o local onde se situava o palacete, é um pequeno parque em NY que leva o sobrenome dos irmãos: "Collyers". Há até uma estúpida discussão se devem ou não mudar o nome do parque. Os que argumentam a favor da mudança, dizem que eles nada representaram de bom para a cidade. Porém, parece, felizmente, que esses são a minoria. Se fosse assim, poderíamos mudar muitas coisas por aqui, começando pela mudança da nossa Av. Salim Farah Maluf... que tal?
De qualquer maneira... discussões como essa à parte. É um livro que vale muito a pena ser conhecido. E uma história que merecia ser contada.
Homer & Langley (Tradução de Roberto Muggiati, Record, 240 páginas, 39,90 reais)
General Sade!!!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A quem serve o Controlar?
Acho que ninguém, em sã consciência poderia explicar o que é essa excrescência que se abateu sobre os já revoltados (e não sem razão) motoristas de São Paulo, chamada "Controlar".
E a ameaça não vai parar aqui nesta cidade... como sempre ocorre com projetos mal explicados e conceitualmente "capengas", a cobrança ameaça outras populações.
Desde os argumentos iniciais (e já ausentes de essência, pois os fabricantes de automóveis não são fiscalizados e sequer cobrados por emissões de poluição de seus motores, fazendo com ue toda a responsabilidade recaia sobre o consumidor, parte obviamente mais fraca e de fácil pressão por parte dos governantes) sobre a melhora do ar da cidade, até a justificativa enviesada sobre a renovação da frota urbana (ou seja, não se dá incentivos para que o pobre trabalhador troque sua velha Brasília caindo aos pedaços, optando-se, na verdade,por forçar o cidadão a pagar multa ou deixar o veículo em casa, utilizando, dessa forma, o "ótimo" sistema de transporte da cidade. Vejamos o saldo: argumento falacioso 1, refutado, e argumento falacioso 2, refutado. E ainda assim, esse é mais um achincalhamento vergonhoso que temos que passar!
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Ainda acompanhando a novela sobre "A Serbian Film"
A perigosíssima proibição do filme "A Serbian Film" já foi longe demais. Ou, como diz a célebre frase: "Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las".
Veja matéria abaixo, que mostra entrevista com a ex-deputada Rita Camata acusando a proibição de censura.
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/proibicao+de+a+serbian+film+e+censura+diz+relatora+do+estatuto+da+crianca/n1597129139782.html
Por exemplo, não concordo com a ex-deputada sobre os males dos video-game, cai no mesmo argumento falacioso dos que proibiram o filme.
Nem o Marcelo Janot foi sensato em seu comentário:
http://blog.telecine.globo.com/platb/cultblog/2011/08/01/a-serbian-film-polemica-semlimites/
Como diz um dos comentários dos leitores do blog do Telecine, logo abaixo da notícia, aqueles que proibiram o filme, nem sequer o assistiram. É um absurdo.
Pelo direito de ver, ouvir, etc. o que eu bem entender!
General Sade!
Veja matéria abaixo, que mostra entrevista com a ex-deputada Rita Camata acusando a proibição de censura.
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/proibicao+de+a+serbian+film+e+censura+diz+relatora+do+estatuto+da+crianca/n1597129139782.html
Por exemplo, não concordo com a ex-deputada sobre os males dos video-game, cai no mesmo argumento falacioso dos que proibiram o filme.
Nem o Marcelo Janot foi sensato em seu comentário:
http://blog.telecine.globo.com/platb/cultblog/2011/08/01/a-serbian-film-polemica-semlimites/
Como diz um dos comentários dos leitores do blog do Telecine, logo abaixo da notícia, aqueles que proibiram o filme, nem sequer o assistiram. É um absurdo.
Pelo direito de ver, ouvir, etc. o que eu bem entender!
General Sade!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
E a palhaçada continua!!!
Devem estar urrando de prazer: o próprio DEM (citado na matéria), a bancada evangélica, as Senhoras de Santana, a TFP... e daí por diante.
http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/em-liminar-justi-a-federal-pro-be-exibi-o-a-serbian-film-terror-sem-limites/id/32296
Corre o risco de virar o campeão de downloads da internet.
General Sade.
http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/em-liminar-justi-a-federal-pro-be-exibi-o-a-serbian-film-terror-sem-limites/id/32296
Corre o risco de virar o campeão de downloads da internet.
General Sade.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Três pontos importantes já de início!
1 - Como primeiro post, o General gostaria de ressaltar o caráter heraclitiano de sua narrativa dos fatos aqui presentes. Não é Parmênides e sua unidade pífia, que gerou toda essa coisa de onipotente, onipresente e onisciente, mas Heráclito e seu conflito, seu eterno devir que nos interessa. A vida é a eterna mudança. O que é, já não é. Os lógicos nos trucidarão... mas a fantasia lúdica irá nos redimir ao final...
2 - Porno-Massacre em estúdio: a vida fica em modo de espera. Não há mais preocupações ou artifícios mundanos que retirem o único propósito de gravar o primeiro registro oficial da carnificina sonora que tem sido esses últimos anos. Cheios de altos e baixos (mais baixos que altos, é verdade - "Isso, benzinho, mais embaixo, mais embaixo... hum..."), mas sempre em frente... ou não (esse "ou não" retórico é uma merda. Tudo pode ser afirmado sem a menor preocupação. Prometo não mais usá-lo. Foi apenas um exemplo).
Mas, voltando às gravações, tudo se torna matéria para entrar no álbum. Um ciclista morto próximo ao acesso da Radial Leste (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/ciclista-morre-apos-ser-atropelado-por-onibus-em-sp - Atenção: Porno-Massacre adverte, ler Veja faz mal ao cérebro. Como essa foi a primeira referência que encontrei vai essa mesmo, mas depois esqueçam. Chega de imprensa elitista e reacionária!) e o posterior protesto que se seguiu à sua morte viram timbres, gritos, ou qualquer outra coisa. A vida gravada no subconsciente vira vida gravada em notas, ou barulho, que seja. E assim por diante...
3 - Notícia ruim para os apreciadores da sétima arte, em especial àqueles que não dispensam um Terror (pois o gênero terror entra na santíssima trindade dos prazeres, assim como sexo e pizza, mesmo quando ruim, é muito bom): aparentemente não haverá SP Terror neste nosso fatídico 2011... uma pena, pois as edições anteriores foram ótimas. Agora que estávamos tendo nosso próprio festival, com produções que dificilmente tomaríamos conhecimento a não ser por blogs especializados como o Boca do Inferno (bocadoinferno.com)... mas vamos esperar pra ver!
General Sade!!!
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